quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lucidez Insana



Um arrepio frio envolve todo meu corpo

Minha mente delira tendo você ao meu lado

Meu coração palpita tão assustado

Minha pele queima em febre ardente

Parecia estar contente

Mas eu não lhe tinha de verdade

Fostes olhar a lógica?Estou morrendo

Meu coração sangra chorando de dor

E em meus delírios vejo-te cuidando de mim

Essa febre me mata, você passa a sorrir

Me acolhe em teu colo e diz que gostas de mim

Ó se a morte fosse tão doce como esse teu olhar

Ficaria aqui pra sempre, morrendo aos poucos em teus braços

Meu coração suspira, está sendo amado

Minha ilusão respira

Meus olhos afogados em lágrimas

Essa dor percorre todo meu ser

Parece que estou morrendo

Mesmo estando perto de você

Já não posso mais conter o que sinto

O alísio me arrepia a pele

E parece me levar além-mar

Não me encontro mais aqui

Meu delírio já levou minha doce ilusão

Nada mais sinto, mas ainda sei que vivo,

Sinto você a me proteger

Mas meu delírio é cruel e me faz entorpecer

Já me falta o alento

E escuto você dizer algaravias

Meus olhos sangram de tanto chorar

Romperam-se as veias do meu olhar

Já não posso sentir, não quero acreditar

E vejo você erguer-se como um algoz

Me deixando aleatória

E com um medo estarrecedor

Estou entre vida e morte

Mas sinto que vou morrer

Essa febre que me acalenta

Não me deixa reagir

Só posso vê-lo partir

E dependo do acaso pra sobreviver

Com um coração pétreo e uma mente petulante

Você passa como tempestade

Deixando apenas uma brisa estival

O Inefável agora é o que enlouquece

Mas meu amor é mais forte

E me dá alento para buscar-te

O vento sopra, sinto novamente o arrepio

A febre queima com mais intensidade

Meu coração palpita fortemente.

Então eu me levanto,

Ponho um sorriso em meus lábios

Já sinto a febre passar, o rubor de meu rosto saiu

Estou novamente sendo amada

Você voltou

Meu coração já não goteja mais sangue

Meus olhos brilham ao te ver

Meu delírio passa e a força vem a me suster.

Segura agora em minha mão

Perdoa-me por toda minha insensatez

Pois perante ela cometi insanidades

E que o tempo esqueça a dor da ferida

Que afligiu meu coração

Príncipe do meu amor

Corôo-te eternamente

Com minha honra e paixão.

4 comentários:

J a n a disse...

Vida...que lindo *-*

Gabriel T. disse...

Muito bem escrito e me pareceu bem sincero! /invasão :D

Milca disse...

"Ó se a morte fosse tão doce como esse teu olhar
Ficaria aqui pra sempre, morrendo aos poucos em teus braços"
Adorei Mara!
Parabéns, muito lindo, MESMO.

. disse...

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