E esse sentimento estranho, de vazio, de inércia, de nada? Chegou, encarou, me imobilizou e disse que ia ficar essa noite.
E aí, de repente, estranhamente, sorrateiro, sorridente, como se aquele sorriso amarelo fosse me tranquilizar a alma.
Mal sabe ele o tormento que me provoca, será que entendes que és meu algoz? Preciso sentir meu corpo contra o vento, minha alma em movimento, preciso expor meus pensamentos, me solte, não te permito nem sequer mais um segundo, livra-me da tortura de não ser, eu apenas preciso ser.
-E aí, de repente, estranhamente, sorrateiro, sorridente, como se aquele sorriso amarelo fosse me tranquilizar a alma.
Mal sabe ele o tormento que me provoca, será que entendes que és meu algoz? Preciso sentir meu corpo contra o vento, minha alma em movimento, preciso expor meus pensamentos, me solte, não te permito nem sequer mais um segundo, livra-me da tortura de não ser, eu apenas preciso ser.
Sem emoção, sem sentimento, sem cor, sem alento. Caminha, tropeça, levanta.
Olha para o nada e se vê, reconhece a sua frente o sentimento que há dentro de si.
Resolve então voltar, ir por outro caminho, em busca de outro sentimento, um qualquer..
Resolve então voltar, ir por outro caminho, em busca de outro sentimento, um qualquer..
Mas que ao menos, permita que se mova, que interfira, que transgrida, que fira, que sangre...
Que chore, que ame, que faça tudo, mas que seja por ela mesma.
Que chore, que ame, que faça tudo, mas que seja por ela mesma.


1 comentários:
Lendo Clarice?
=*
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